19 de outubro de 2014

MONITOR DO TEMPO (Imagem no espelho)

Meu conjunto
 de células de defesa
sobrevivem entre milhões.
Renovando,
 preservando chances e
codificando minhas intenções.
Esse fenômeno de mutações,
sou eu me permitindo"ser".
Codificando em "negrito"
essa harmonia funcional
expressa forma de aprender.

Existo propondo
 diferentes autores...
Minha típica forma
 de acumular créditos.
Vivendo e pesquisando 
métodos,
testando e identificando
momentos retratados.

São centenas
 de contribuições.
Árvores enraizadas.
Ventos periódicos.
Invernos formais.
Amores preciosos.
Fora do quarto fechado.

Reconheço as sementes.
Soluções da primavera.
Borboletando
 pro meu verão intenso...
Flores laranjas inovadas.
Refletidas na extensão
tropical de meu caminho.

(Série: Visão Pessoal)
By Sonia Soares Sciarretta


  

12 de outubro de 2014

"APLICATIVO" PARA NOSSA VIDA (Bom humor BS)

(imagem pertence a este Blog)

Uma parte predominante
em nós dois, é infantil.
Deixando vestígio primaveril.
Vivendo por anos
 em plena harmonia.
Contribuindo
 pros nossos caminhos,
numa blindagem segura
 e expressiva.
Intensificando 
nossos sorrisos,
padrões de alegrias
e movendo carismas.
"ALEGRIA DE VIVER"
"Aplicativo"
 para nossa vida.
Metodologia elaborada com
 "puxadinhos improvisados"
surgidos de mutações
que nos permitem sobreviver.
Todo nosso talento invisível
nenhum mau se aloja.
Permitimos então
uma reação em cadeia.
Usamos novamente nosso
"Aplicativo"
para auxiliar nova vida feliz.
Aumentamos nossa chance
ainda mais de felicidade...
Ajudando usuários
gargalhar de si.
Revelando momentos
de criancices inesperadas.
Ser capaz de captar
positivismo do Universo,
o suficiente pra guardar...
Num sorriso e num olhar.

(Série: Visão pessoal)
(By Sonia Soares Sciarretta)





ESCONDIDA


Nos anos sessenta alguns brinquedos,
 foram tratados como relíquias.
Bonecas de louça pura poesia.
Meninas com suas casinhas.
Brincadeiras de 
fogãozinho e panelinhas.

Pobre recurso me trouxe
uma situação diferente.
Um presente
depurava o olhar da gente.

Uma enceradeira de mentira,
um pião de alumínio colorido
e uma máquina de costura.

Que maravilha!
Fiquei muito contente
era coisa minha, tantas alegrias
não conseguia desviar delas.
Fingia ser gente grande.
Sonhava com vida bela.

Num inquietante acontecimento,
antes de qualquer reviravolta,
escondi um dos brinquedos
no último momento.

Pela última vez vi meu pião
e a enceradeira de chão.

Hoje
recordo os detalhes da vida.
Minha maquininha de costura,
não sumiu, nem foi levada.

Está em minha segurança.

Já pensou?
Quase foi trocada.
(por um litro de aguardente)
dum vício triste e doente,
do meu pai... indiferente.

(Série: Lembranças)
(By Sonia Soares Sciarretta)